sexta-feira, 27 de abril de 2012

URBE-XXI

URBE-XXI

URBE VIOLENTA
PARIDA
NA MANHÃ CINZENTA

CANTOS ABAFADOS
PEDEM S.O.S

NO HOSPÍCIO TODOS
FAZENDO O TESTE
DEU POSITIVO

FUMAÇA
BUZINA
IMPREGNA
MINHA RIMA!

Giselle Serejo em URBE-XXI,2012


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Catóxica

Atrás da porta a mesma sina
em pé eu suporto
todo o quantum
choramingado da minha menina

Corro,labuto,inalo o carbono
intoxicante da mesma salinha
caótica,claustofóbica,mofenta
gritante do meu tododia!

Giselle Serejo in labutares escolares,2012


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Nônica



o almágama
não me larga
funde o fundo
mela o absurdo
corrói os entremeios
... entre bolhas e borbulhões
vou deixando os rastros
infinitos desgastados
Nônica esfera!

Giselle Serejo in A ERA DO VAZIO QUÂNTICO,2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

Loucuras da Mulher Cabelo V





Desembestada saiu pro terreiro
desmanchando seus anelados cabelos
só para ver quem ali ia
... Era sua sombra-maníaca
obssessiva,compulsiva
Desobstrui toda glote
dando suas risadas floridas
Vida,vida,toda-vida
Loucaa,gritava ela
e a nudez sem=vergonha da outra
saiu cantarolando pro mato
pra parir um rapsodo
bem diferente daquele do Mário.

Giselle Serejo in Macunaíma às avessas-Loucuras da mulher cabelo V,2012


Borboletas invasoras


Bricam de manja e pique se esconde
as serelepes cartomantes
roubam-me de mim
restou-me pedacinhos furtacor
quem eu sou?

Cinpá-floresta

Não posso me esquecer de quem eu sou
sou tablado ,sou ponte
sou tudo que atravessa
navega
Sou um galho pendido
... Sou trapézio
De índio.

Giselle Serejo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Angelus

E na face que te cobre anjo
Vejo a luz que vela
Resvela
Os olhos que brincantes exalam
a pureza da amapola
muito além
para além da fala



Coração gargalheia
Eu aqui
presa na minha teia.
 


sábado, 14 de abril de 2012

                                                                            Entre lodos e gramas
                                                   escolho a cama
                                                   macia, leve e branca
                                                   compõe junto comigo
                                                   o poema.
                                                                 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Da clorofila
brota alada a libélula
por ele,o pássaro,amada
ela alça voo e cai
ele a abraça por trás

Invade o verde na densa e noturna floresta
os dois emudecem
e esperam a outra noite de glória
e assim sendo alçam o voo da vitória
Partem em busca de conforto
encontram na gruta de Pasárgada
está com um sapo enorme
mas a sorte
é que Ele dorme.

Giselle Serejo in Alçando Voo-Noturno,2012